16 de junho: a institucionalização de Santo Antônio e Almas da Itabaiana

Efeméride, 06(junho), 16

A ideia foi perseguida por arrendatários, criadores de gado – os curraleiros – quando na terceira década do século XVII construíram do próprio bolso, a Igreja Velha, que debalde, pelas armações do padre Sebastião Pedroso de Góis, chegando a ser estopim da Rebelião de 5 de novembro de 1656, nunca foi reconhecida oficialmente. Por ironia do destino, nasceu do mesmo padre, uma légua a oeste, na Caatinga de Ayres da Rocha Peixoto, em 30 de outubro 1675, por força de exigência real, já que o rei poderia precisar de uma cidade, seus muros e torres, sua estrutura social pra defender a prata de ingleses, franceses, holandeses, espanhóis, etc., etc., resultante das buscas de Dom Rodrigo de Castelo Branco. Não houve prata, não houve cidade; mas a paróquia havia sido criada como sonhada pelos vaqueiros rendeiros 50 anos atrás.

Igreja Velha_pastagem e ruínas3
Ruínas da Igreja Velha, construída pelos vaqueiros no nascer de Itabaiana

Passaram-se vinte e dois anos, quando no fim do mesmo mês de outubro o ouvidor Diogo Pacheco sobe a serra para formalizar novas ordens reais, de criar dois municípios: Itabaiana, as serras; e Lagarto, entre o Piauitinga e o Vaza-barris. Junta cinco “homens bons” do lugar, empossa-os como vereadores, e remete correspondência a Lisboa, onde a Corte vai nomear os servidores básicos de um município português; desde os concessionários, como o tabelião, ao funcionário da administração direta, pago pelo erário real.
Um documento para ir de São Cristóvão a Lisboa levava cerca dois meses e meio nas caravelas reais. Levando-se em conta que daqui para capital colonial, Salvador, para de lá ser despachado, na melhor das hipóteses, demorava três meses de ida, e mais ter na resposta. Adicione-se a penosa burocracia do enorme e pesado império português, chega-se facilmente a seis meses de ida e seis de volta.
Enfim, quase três anos depois são nomeados pelo rei, D. Pedro II, o Pacífico (e de Portugal) os seguintes nomes:
(1) Para escrivão da Câmara de Vereadores: Agostinho Ximenes Correia
(2) Tabelião do Público, Judicial e Notas (hoje Cartório do 2º Oficio): Manoel João do Cabo;
(3) Alcaide (atual cargo prefeito): João da Costa Feyo;
(4) Escrivão do Alcaide (espécie de secretário do prefeito): Manoel da Silva de Souza;
(5) Escrivão dos Órfãos (hoje Cartório do 1º Ofício): Leandro Correia de Vasconcelos.
Não nos foi possível se houve nomeação de algum meirinho.
Estava pronto para funcionar o provável segundo município sergipano.

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